Um dos grandes jóqueis que passaram pela Gávea tinha um gosto muito particular: ganhar com pules altas. De certa feita, após dar uma verdadeira “tacada”, convidou os amigos mais próximos para um j
antar numa das melhores churrascarias da cidade. Muita carne e cerveja rolando, afinal era boca livre e ninguém dispensa tal evento. No final da noite, todo mundo satisfeito e feliz, o anfitrião pede a conta ao garçom. A conta chegou e ele nem se preocupou com a despesa, afinal a “tacada” fora das grandes. Vira-se nosso jóquei, tira do bolso o talão de cheques e chega para um amigo e pede: Preenche aí este troço. Pedido atendido, veio a pérola: “Agora assina aí”. O amigo, perplexo, retrucou: “Como assina aí, tá maluco?” Veio a resposta: “O cheque é meu e assina quem eu quiser”...Esta já contei há tempos, na coluna do JT, mas vale a pena relembrar. Um certo cavalariço, dos bons, tinha um vício, até certo ponto inofensivo, e seu patrão sabia, mas só exigia que aquele cigarrinho que não é vendido em botequim não fosse saboreado na cocheira. O rapaz mantinha embaixo de sua cama, no quarto dos empregados, um pacote pequeno, para o mês inteiro. Certo dia, um amigo entrou em desabalada carreira na cocheira e avisou que a segurança do hipódromo estava dando uma blitz, atrás da erva. Desesperado, o artista pegou seu pacote e tacou no cocho de ração da melhor égua do treinador. Passado o susto, lá foi ele buscar o seu “verdinho” quando se deparou com a tordilha lambendo os beiços após saborear aquela “alfafa” tão diferente. O detalhe: a égua estava inscrita alguns dias depois e ganhou disparada. Mas teria vencido mesmo sem o “reforço”...Chega!

